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A Kellog’s está a ser acusada de racismo por usar um macaco nas embalagens dos cereais de chocolate

Fiona Onasanya, ex-deputada do partido trabalhista, enviou um email à empresa norte-americana a questionar a utilização da imagem de um macaco na caixa de cereais de chocolate Choco Krispies, em contraponto com a imagem de três crianças brancas na caixa de cereais Rice Krispies.

Fiona Onasanya fez um tweet na segunda-feira, 15 de junho, sobre a alegada mensagem racista que a Kellogg’s passaria com a imagem utilizada nos cereais Choco Krispies. Este é um produto icónico da marca, criado em 1958 nos Estados Unidos, que desde a década de 80 que utiliza a figura de um macaco na sua embalagem.

A britânica questionou, na sua publicação, o porquê de os cereais de chocolate usarem a imagem de um macaco castanho, enquanto os Rice Krispies têm na embalagem a figura de três crianças brancas. “Têm a mesma composição (exceto que os CP’s [Choco Krispies] são castanhos e sabem a chocolate)”, escreveu no mesmo tweet, onde salientou que já tinha enviado e-mail à Kellogg’s sobre a questão.

A marca já explicou que o macaco presente nos cereais é apenas uma mascote, que deve ser entendida como uma personalidade lúdica da Kellogg’s. “Não toleramos discriminação e acreditamos que pessoas de todas as raças, géneros, origens, orientação sexual, religiões, capacidades e crenças devem ser tratadas com a máxima dignidade e respeito”, afirmou um representante da empresa.

As acusações de racismo à marca não são novas

Já em 2017, a marca foi acusada de racismo. O escritor de ficção Saladin Ahmed chamou a atenção da Kellogg’s ao acusar a empresa de transmitir uma mensagem racista nas embalagens de cereais. A ilustração trazia vários personagens em formato de milho com cores claras divertindo-se, enquanto o único em cor escura era o homem da limpeza.

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