
O caso foi denunciado esta segunda-feira pelo jornal espanhol “El Mundo“. A história remonta a 2006, ano em que Carles Recio foi nomeado para chefiar a unidade bibliográfica do arquivo municipal, local onde nunca teve uma secretária ou um computador. Entre os restantes funcionários, Recio sempre foi conhecido como “O homem que não estava lá”, título do filme dos irmãos Coen.
Desde esse ano que Recio cumpre um ritual diário: valida a entrada no arquivo pelas 7.30 horas, saindo logo de seguida, e volta a validar a saída do local de trabalho entre as 15.30 e as 16 horas. Carles Recio nunca desempenhou nenhuma das funções para as quais foi nomeado e a única altura em que está, de facto, no seu local de trabalho é para marcar as férias. Apesar disso, ganha 3298 euros por mês.
Quando, em 2006, o presidente da Deputação de Valência, Fernando Giner, criou o cargo para Carles Recio, levantaram-se algumas suspeitas, por se considerar que não havia necessidade de tal função. Recio foi então destituído da chefia do departamento de publicações e enviado para o arquivo.
Agora, confrontado com estas acusações, Recio declarou ao “El Mundo” tem estado a desenvolver “projetos fora”, descrevendo a sua função como “itinerante”. Disse também que irá esclarecer o que fez nos últimos dez anos no momento certo e que se limitou a fazer o que lhe pediram.






