Imagina nunca mais precisares de tirar o telemóvel do bolso para abrir o carro. Nem cartão. Nem chave. Só a tua mão.
É exatamente isso que Brandon Dalaly fez. Este americano de 39 anos implantou um microchip na palma da mão direita — e agora usa-a para desbloquear o seu Tesla Model 3.
O vídeo que partilhou nas redes sociais tornou-se viral e abriu uma discussão enorme: isto é genial ou é loucura?
Finally decided to take my phone key issues in to my own hands… literally. Tesla key chip implant. pic.twitter.com/RVK8ZaePoI
— Brandon Dalaly (@BrandonDalaly) August 16, 2022
Brandon trabalha na indústria tecnológica e é um entusiasta de biohacking — a prática de modificar o corpo com tecnologia para melhorar o dia a dia.
O Tesla já suportava a tecnologia NFC (a mesma do MB Way, Apple Pay e Google Pay) para abrir e arrancar o carro com um cartão ou telemóvel. Dalaly foi um passo mais longe: instalou essa funcionalidade diretamente no seu corpo.
Este não foi sequer o seu primeiro implante. Na mão esquerda, já tinha um chip mais pequeno com a chave de casa, dados de contacto e informação médica.
O chip chama-se VivoKey Apex e usa tecnologia NFC — a mesma que está no teu cartão de crédito por aproximação.
Funciona assim:
Para o Tesla, a app usada chama-se “Not A (Tesla®) Keycard” — compatível com o Model 3. Basta aproximar a mão do leitor no carro e está aberto.
Aqui está o detalhe financeiro do investimento de Dalaly:
| Item | Custo (USD) |
|---|---|
| Chip VivoKey Apex | $300 |
| Procedimento de implante (profissional) | $100 |
| Total | $400 (~370€) |
O procedimento é feito por um profissional de piercings com experiência em modificações corporais e demora apenas alguns minutos. Dalaly descreveu a sensação como similar a um piercing subdérmico.
Abrir o Tesla é só o começo. O VivoKey Apex tem várias utilizações:
Esta é a parte mais interessante — e também a mais complexa.
A tecnologia NFC permite pagamentos por aproximação, mas os chips de implante corporal ainda não têm certificação das redes Visa ou Mastercard para pagamentos. O próprio site do VivoKey Apex Flex indica claramente que os pagamentos EMV não são suportados.
Em países como a Suécia e o Reino Unido, já existem experiências com chips implantados para transporte público e acesso a eventos, mas pagamentos bancários oficiais com chips subcutâneos ainda não estão disponíveis.
Dalaly e a comunidade de biohackers garantem que sim — com algumas nuances importantes:
| Método | Custo | Praticidade | Risco de perda | Reversível |
|---|---|---|---|---|
| 🔑 Chave física | Baixo | Média | Alto | ✅ Sim |
| 📱 Telemóvel (app Tesla) | Incluído | Alta | Médio | ✅ Sim |
| 💳 Cartão NFC Tesla | Baixo | Média | Médio | ✅ Sim |
| 🖐️ Chip implantado (VivoKey) | ~370€ | Máxima | Zero | ⚠️ Difícil |
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Brandon Dalaly pagou um total de 400 dólares: 300 dólares pelo chip VivoKey Apex e 100 dólares pelo procedimento feito por um profissional de piercings.
A tecnologia NFC permite pagamentos por aproximação, mas os chips de implante corporal ainda não estão certificados pelas redes Mastercard ou Visa. O VivoKey Apex Flex não suporta pagamentos EMV.
O chip é revestido com materiais biocompatíveis (biopolímero e biovidro). O procedimento é comparado a colocar um piercing. O chip não tem GPS e fica inativo quando não está próximo de um leitor NFC.
Não. Os chips NFC para implante são passivos, sem bateria nem GPS. Só funcionam quando estão a poucos milímetros de um leitor compatível.
O VivoKey Apex pode ser usado como autenticação de dois fatores (OTP), carteira de criptomoedas, chave de acesso a casa ou escritório, cartão de visita digital e armazenamento de informações médicas.






