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PSP já identificou 150 veículos que estiveram na homenagem NÃO AUTORIZADA às vítimas do acidente na Segunda Circular

Dezenas de pessoas juntaram-se pouco depois da meia-noite deste domingo na Segunda Circular, em Lisboa, de forma ilegal, no local do acidente violento que aconteceu na madrugada de sexta-feira e que vitimou três pessoas.

Segundo o Observador, já foram identificados os veículos que participaram na homenagem não autorizada às vítimas do trágico acidente na Segunda Circular. As autoridades confirmam a presença de 150 viaturas — havia mais carros estacionados em estações de serviço próximas do local — e cerca de 500 pessoas na paralisação do fim de semana.

A identidade dos participantes nessa paralisação ainda não é conhecida, ressalva a subcomissária Ana Carvalho. A identificação das viaturas acontece através das matrículas, o que permite saber com facilidade quem são os proprietários dos veículos, mas não quem os conduzia naquele momento. Essa é uma tarefa mais complexa, prossegue a PSP, que vai exigir uma maior investigação.

Segundo a subcomissária, muitos dos carros que participaram na homenagem não autorizada a Nuno Martins, Tino de Sousa e Júnior Costa —os três homens que perderam a vida após circularem a alta velocidade na Segunda Circular — não tinham registo, nem a inspeção em dia e as matrículas que apresentavam já estavam canceladas.

Além disso, os registos das autoridades permitiram apurar que alguns dos veículos identificados na paralisação já tinham estado envolvidos em situações em que o condutor não tinha carta ou estava a conduzir sob o efeito de álcool, por exemplo.

Todos os proprietários destas viaturas vão ser notificados e receberão contra-ordenações isoladas do episódio do último fim de semana. Quando a investigação terminar, os participantes identificados também serão multados pelo envolvimento na homenagem não autorizada; e possivelmente pelo lançamento de balões com luzes LED no interior, que podem ter atrapalhado a circulação aérea na região próxima ao aeroporto.

Embora não tenham sido encontradas matrículas assinaladas como pertencentes a carros com alterações de características — uma prática comum nas corridas ilegais em que as três vítimas tinham participado —, a PSP desconfia que houvesse veículos modificados no local, porque as testemunhas da homenagem dizem ter ouvido sons de motor e de escapes tipicamente emitidos por carros transformados.

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