Em resumo: O colombiano Edison Muñoz, da equipa Orgullo Paisa, ganhou a 30 de novembro de 2020 a segunda etapa do Clásico RCN e caiu ao cruzar a meta de braços no ar. A culpa foi de uma lomba sem sinalização em cima da chegada. Ficou com a vitória e sem lesões graves.
Levantar os braços na meta é o gesto mais bonito do ciclismo. Ao Edison Muñoz saiu-lhe caro.
A segunda etapa do Clásico RCN, uma das voltas mais tradicionais da Colômbia, ligava Ibagué a Villa Restrepo, no Tolima, num total de 148 quilómetros. Muñoz atacou a menos de 500 metros do fim e chegou sozinho. Largou o guiador, abriu os braços e, a menos de um metro da linha, a bicicleta passou por cima de uma lomba redutora de velocidade. Sem as mãos no guiador, não houve nada a fazer.
Caiu mesmo em cima da meta. Os ciclistas que vinham atrás conseguiram desviar-se.
Vê a chegada
O vídeo original deixou de estar disponível. Este vídeo, publicado no dia seguinte à etapa, mostra a chegada e a queda na linha de meta.
Quem tem a culpa?
Não foi o ciclista, pelo menos não só. Na Colômbia chamam a estas lombas “policía acostado”, o polícia deitado. Esta não estava pintada nem sinalizada, e estava praticamente em cima da linha de chegada.
O próprio Muñoz levou a queda com humor e disse ao Infobae que eram feridas de batalha e que, com a emoção, nem viu o obstáculo. Mas não deixou de criticar a falta de sinalização. Segundo o Futbolred, queixou-se de que a lomba não estava pintada e de que era muito perigoso tê-la antes da meta.
Tem razão. Uma chegada ao sprint com um obstáculo escondido podia ter acabado muito pior, com um pelotão inteiro no chão.
O que aconteceu depois
A vitória contou. Muñoz ficou com a etapa e saiu sem lesões graves, apesar do aspeto feio da queda. A liderança da geral ficou nesse dia com o espanhol Óscar Sevilla, da Team Medellín.
O vídeo correu as redes de ciclismo do mundo inteiro, e não pela melhor razão para a organização.
Fica a lição para quem pedala: celebra, mas olha para o chão primeiro.