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“Os indignados das marquises sabem das doações de Ronaldo aos Hospitais?”

A polémica em torno de uma “marquise” construída por Cristiano Ronaldo no topo do edifício onde está agora a viver em Lisboa, e que custou 7,3 milhões de euros, tem dado muito que falar.

Na minha opinião, tendo em conta a qualidade de aldrabice que vai acontecendo em Portugal, torna-se um pouco triste tanta polémica por causa de uma marquise.

Hoje enviaram-me este texto que reflete um pouco o meu pensamento. Decidi partilhar e gostaria de saber a vossa opinião.


 

Este é o Cristiano Ronaldo.

Últimamente tem havido muita polémica em torno das marquises da sua varanda. Parece que são (segundo os entendidos da matéria) mais altas que o normal. Os “doutores, engenheiros e arquitetos” da onça ficaram bastante ofendidos e conseguiram criar uma polémica em torno de toda esta situação, umas marquises mais altas que o normal.

Será que os “doutores, engenheiros e arquitetos” se preocupam com as marquises altas dos devedores do Novo Banco? Dos corruptos e larápios deste sistema que tem vindo a ser sugado constantemente por estes patifes?

Não. O que é realmente importante é a marquise da varanda do Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque estes “doutores, engenheiros e arquitetos” das obras feitas querem protagonismo à conta do mesmo. Até já apareceram na televisão. Ora não.

Mas será que os “indignados das marquises” também souberam dar valor ao Cristiano Ronaldo que fez doações ao Centro Hospitalar Universitário do Porto e ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte para equipar Unidades de Cuidados Intensivos?

Doações estas que vão permitir equipar duas alas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e uma ala do Hospital de Santo António, no Porto, para cuidados intensivos?

É claro que não. O importante mesmo são as marquises. O importante mesmo é perseguir quem tem elevado o bom nome do nosso País por este mundo fora, enquanto corruptos e mafiosos deste sistema continuam a sugar os Portugueses a torto e a direito.

A estes “doutores, engenheiros e arquitetos” das obras feitas, aos “indignados das marquises” e afins, só tenho uma coisa a dizer: Vão mas é trabalhar e investiguem mas é quem rouba este País e tem marquises maiores que as do Cristiano Ronaldo, marquises essas que foram feitas com dinheiro roubado dos impostos da maioria dos Portugueses.

Tenho dito!

 


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2 Comments

  1. Se doar uma pequena percentagem do que ganho anualmente, me der direito a fazer obras ilegais… contem comigo. Também preciso de fazer um acrescento em casa.
    Eu desconto quase 40% do meu salário todos os meses para o estado poder pagar, entre outras coisas, o equipamento hospitalar. Posso fazer obras em casa sem pedir licença? Não!

    O que é ilegal para uns, tem de ser ilegal para todos. A familia Espirito Santo também tinha fundações… A sociedade têm de os perdoar, porque eles fizeram uma doação ao hospital? Não!

  2. A ironia das doações… permitam-me que partilhe o seguinte texto:

    “Foi hoje inaugurada uma ala no Hospital Santa Maria financiada por Cristiano Ronaldo em 3,4 milhões de euros. Todos os órgãos de comunicação irão desfazer-se em elogios ao jogador.

    Mas convém colocar o episódio em perspetiva. Cristiano Ronaldo foi acusado e condenado de evasão fiscal no estado espanhol avaliada em cerca de 14 milhões de euros, envolvendo um esquema de criação de empresas falsas em paraísos fiscais como a Irlanda ou as ilhas Virgens Britânicas.

    A ironia torna-se óbvia: o jogador foge conscientemente aos impostos num país, que depende desses impostos para financiar a saúde e a educação, e devolve depois uma fração desse valor ao Estado (neste caso, a outro Estado, mas isso pouco importa) sob a forma de filantropia, ainda capitalizando o marketing favorável que a iniciativa lhe proporciona.

    Não se equivoquem. Este post nada tem de pessoal. O que me interessa é a dimensão sistémica do problema. Um sistema que permite um emaranhado legal à escala internacional cujo objeivo é que os super ricos possam não ter o seu dinheiro taxado e ainda devolverem uma parte desse roubo mascarado de filantropia.

    É ultrajante e degradante. Estados que se debatem a financiar os seus Estados sociais são “presenteados” pela ação benemérita daqueles cuja ação criminosa torna os fundos públicos escassos para as suas funções sociais.

    É aqui que reside o problema dos tempos que vivemos. Mas sobre isto os atores ao serviço das elites nada têm a dizer. Para eles, o problema são os miseráveis que recebem o RSI com uma prestação média de 140 euros/mensais.

    Saibamos sempre colocar em perspetiva.”

    Escrito por Diogo Martins do blog ladrõesdebicicletas