Vandalismo é crime, e com razão. Mas há gente que pega numa tampa de esgoto ou num aviso aborrecido e faz rir quem passa sem estragar nada. Isso é outra conversa.
A maior parte destas intervenções tem uma regra em comum: aproveita o que já existe na rua. Um cabide em forma de barbatana vira tubarão. Uma tampa de saneamento vira a nave do Han Solo. Uma fenda na parede leva pensos rápidos.
Vandalismo criativo nas ruas, um a um













OakoAk, o francês que brinca com a rua
Algumas destas obras têm assinatura. O disco voador a raptar uma vaca em Dresden, o interruptor na calçada, o dragão na fachada queimada e o gato a trepar a sombra da árvore são do artista francês OakoAk, que o Bored Panda identifica nos créditos. A ideia dele é sempre a mesma: olhar para um pormenor da rua e acrescentar-lhe uma história com meia dúzia de traços.
No mesmo género, vale a pena conhecer Tom Bob, que transforma postes e tampas de Nova Iorque em personagens.













Hollyweed: a partida no letreiro de Hollywood
Na madrugada de 1 de janeiro de 2017, o letreiro de Hollywood amanheceu a dizer “Hollyweed”. O dia não foi escolhido ao acaso: era quando entrava em vigor a lei que legalizou a canábis para uso recreativo na Califórnia. E nem sequer era original. Em janeiro de 1976, Daniel Finegood tinha feito exatamente o mesmo, segundo a Wikipédia.












Na minha opinião, a melhor desta lista é a da carrinha do Scooby-Doo. Pegaram numa sucata esquecida no mato e deram-lhe uma segunda vida. Isso é mais do que muita câmara municipal faz.
Por cá também há quem faça arte com o que a rua oferece, como o artista português das ilusões óticas em graffiti.
E tu, qual é a tua preferida? Vê também: o graffiti do Joker na Linha de Sintra, o quadro que Banksy destruiu logo depois de ser leiloado e a sequoia caída transformada num polvo gigante.