Bullying: o apelo da mãe de um jovem de 16 anos que se suicidou

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Em resumo: em março de 2014, um estudante de 16 anos do estado de Nova Iorque suicidou-se depois de anos de bullying na escola. No ano seguinte, a mãe contou a história num vídeo que ultrapassou os 10 milhões de visualizações, com um pedido claro: se sabes que alguém está a ser vítima de bullying, não fiques calado. Se precisares de ajuda em Portugal, liga para o SNS 24 (808 24 24 24) ou para a SOS Voz Amiga (213 544 545).

O tema é duro e pode mexer contigo. Se estiveres a passar por um momento difícil, vai diretamente ao fim da página, onde tens os contactos de apoio em Portugal.

O que conta a mãe no vídeo

A mãe descreve o filho como alguém sensível, “uma alma antiga”, que gostava de ajudar os outros. Segundo a FOX6 e o Faithit, o bullying acompanhou-o durante grande parte do percurso escolar e agravou-se no secundário, com insultos, agressões e humilhações diante dos colegas.

No dia em que morreu, o jovem recebeu mensagens de um dos colegas que o perseguiam a incentivá-lo a pôr fim à vida. Quando respondeu que o faria, a resposta foi “put up or shut up”, qualquer coisa como “faz ou cala-te”. Ao longo desse dia disse a várias pessoas o que tencionava fazer, e ninguém agiu.

É por isso que a mensagem central do vídeo não é sobre o agressor, mas sobre quem está à volta. “Quando sabes que alguém está a ser vítima de bullying, não sejas espectador”, diz a mãe. E acrescenta: se alguém te disser que se vai matar, faz alguma coisa e conta a um adulto.

O vídeo

O testemunho circulou em 2015 através do antigo lutador norte-americano Marc Mero, que em 2007 fundou a Champion of Choices e desde então dá palestras em escolas sobre bullying e consumo de drogas. A versão do canal de Marc Mero, com mais de 10 milhões de visualizações, só pode ser vista no YouTube por maiores de idade. Esta é outra versão do mesmo testemunho, publicada pela produtora 3 Arrows Creative Group.

Como reconhecer e travar o bullying

A história não tem uma causa única, e o suicídio nunca tem. Mas deixa lições práticas para pais, professores e colegas:

  • Leva a sério qualquer ameaça. Se alguém diz que se quer magoar, não é drama nem chamada de atenção. Fala com essa pessoa e avisa um adulto de confiança.
  • Não fiques a assistir. O bullying alimenta-se do silêncio de quem vê. Apoiar a vítima, mesmo com um gesto pequeno, faz diferença.
  • Guarda as provas. Mensagens e publicações ofensivas podem ser mostradas à escola e, se for caso disso, às autoridades.
  • Presta atenção às mudanças. Isolamento, recusa em ir à escola ou alterações no sono e no apetite podem ser sinais de alerta.

Há também histórias com um desfecho diferente, como a do menino vítima de bullying que voltou a sorrir graças ao apoio de milhares de desconhecidos.

Onde pedir ajuda em Portugal

  • SNS 24: 808 24 24 24, com serviço de aconselhamento psicológico.
  • SOS Voz Amiga: 213 544 545, 912 802 669 ou 963 524 660, todos os dias das 15h30 às 00h30.
  • Em perigo imediato: liga 112.

Vê também: o testemunho de uma criança vítima de bullying na escola, o presidente que levou à escola uma menina alvo de bullying, a folga para cuidar da saúde mental.