O anúncio de champô do metro de Estocolmo e a versão contra o cancro

O anúncio de champô do metro de Estocolmo e a versão contra o cancro

Em resumo: Em fevereiro de 2014, um ecrã da estação de metro de Odenplan, em Estocolmo, mostrava uma modelo cujo cabelo esvoaçava sempre que chegava um comboio, num anúncio aos champôs Apolosophy da farmácia Apotek Hjärtat. Em outubro, a Barncancerfonden repetiu a ideia: desta vez, o vento leva a peruca de uma jovem com cancro.

O anúncio original

A campanha foi criada pela agência sueca Åkestam Holst, com produção da Stopp, para a nova linha de cuidados de cabelo da Apotek Hjärtat. Num dos ecrãs digitais da Clear Channel no cais de Odenplan foram instalados sensores ultrassónicos que detetavam a chegada do metro. Nesse momento, o cabelo da modelo no ecrã começava a voar, como se apanhasse a corrente de ar do comboio.

Estava prevista para um só dia, mas a Clear Channel gostou tanto que a manteve mais cinco. Foi este anúncio que deu origem ao nosso artigo, em março de 2014. O vídeo foi publicado pela Apotek Hjärtat a 28 de fevereiro:

A versão da Barncancerfonden

Meses depois, a Barncancerfonden, a fundação sueca de luta contra o cancro infantil, pegou no mesmo formato e levou-o à mesma estação de Odenplan. A imagem parece igual: uma rapariga de cabelo comprido, que começa a esvoaçar quando o comboio chega. Só que o vento leva-lhe o cabelo todo e percebe-se que era uma peruca. Aparece então a mensagem de que todos os dias uma criança é diagnosticada com cancro, e um pedido de donativo pelo telemóvel.

A fundação publicou o vídeo da campanha a 6 de outubro de 2014 e, na descrição, agradece à Apotek Hjärtat por lhe ter emprestado a ideia:

Porque é que funciona

A segunda campanha vive da primeira. Quem tinha visto o anúncio de champô, ao vivo ou na internet, sabia o que esperar, e é essa expectativa que torna a queda do cabelo tão forte. A Barncancerfonden foi fundada em 1982 e financia investigação e apoio às famílias. Segundo os dados que divulga, cerca de 350 crianças adoecem com cancro todos os anos na Suécia e perto de 88% sobrevivem, contra cerca de metade nos anos 70.

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