Entraram de capacete de mota na cabeça e martelos grandes nas mãos. Os empregados fugiram. Até aqui, nada de novo num assalto a uma ourivesaria.
O problema veio a seguir. Os expositores não partiam.
O vídeo do assalto falhado
As imagens são da câmara de vigilância da Kedai Emas Sri Alam e foram publicadas pela loja no Facebook. Dois homens dão marteladas atrás de marteladas nos vidros, enquanto os outros dois ficam de vigia. Um deles parece ter uma pistola na mão. O vidro aguenta e não abre um buraco por onde passe uma mão.
Este é o vídeo publicado pelo jornal malaio The Star a 26 de julho de 2017:
Ao fim de umas trinta marteladas, desistiram e fugiram de mãos a abanar. No dia seguinte, a loja publicou fotos com as joias todas no sítio, no meio dos cacos, segundo o IBTimes.
Que vidro era aquele?
Aqui a história fica menos clara do que os títulos de 2017 diziam. Um empregado contou ao Inquirer que os empreiteiros lhes tinham garantido que os expositores eram “à prova de bala”. Se era policarbonato ou outro material, não soube dizer.
Seja o que for, cumpriu. Os estragos ficaram em cerca de 80 mil ringgits, perto de 16 mil euros ao câmbio de julho de 2017, e a loja fechou duas semanas para reparar os balcões. Não se sabe se alguém foi preso.
Para mim, a lição é simples: o dinheiro mais bem gasto daquela ourivesaria foi nos vidros. Por cá, nem sempre há essa sorte, como se viu no assalto à ourivesaria na Amadora em que uma idosa de 84 anos enfrentou os ladrões.
E tu, achas que eles voltaram com uma ferramenta maior? Vê também: o ladrão armado que assaltou a casa errada, a loja da Apple assaltada por um túnel na casa de banho e os dois ladrões que levaram 2 milhões em relógios.