Em resumo: A 6 de fevereiro de 2020, no “5 Para a Meia-Noite” da RTP1, Rui Santos teve de descrever figuras públicas com uma só palavra. A Joacine Katar Moreira calhou “burra”. Antes disso, chamou “malandro” a Pinto da Costa e “inútil” a Pedro Guerra.
O comentador desportivo da SIC foi convidado do programa da RTP1 na noite de quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020. Filomena Cautela e Inês Lopes Gonçalves levaram-no para a rubrica “Pressão no Ar”, aquela em que as perguntas vêm em rajada e não há tempo para pensar duas vezes.
Na fase de “alta pressão”, o desafio era simples. Uma palavra para cada nome.
As palavras que escolheu
Começou pelo futebol, que é a casa dele. Pinto da Costa ficou “malandro”. Bruno de Carvalho e Luís Filipe Vieira, os dois de uma assentada, ficaram “malandros ao quadrado”. Pedro Guerra levou com “inútil”.
Depois veio o nome de Joacine Katar Moreira. A resposta foi “burra”.
Filomena Cautela fez o que se faz em direto quando a sala aquece: brincou e disse que, afinal, quem estava a ser pressionado eram as apresentadoras.
Porque é que a frase correu tanto
O momento não caiu numa semana qualquer. A 31 de janeiro, a assembleia do Livre tinha retirado a confiança política à deputada, depois de uma reunião de mais de sete horas, conta a RTP. A 3 de fevereiro, Joacine passou a deputada não inscrita e, no dia seguinte, entregou a carta de saída do partido, segundo o Público.
Dois dias depois, era o nome mais falado do país. Não admira que o SAPO Mag e o A Televisão tenham pegado logo no momento.
O vídeo
A conversa com Rui Santos está no canal oficial do programa no YouTube, publicada no próprio dia da emissão.
A minha opinião
Num programa de humor pede-se uma palavra e às vezes sai a palavra errada. Chamar “malandro” a um presidente de clube faz parte do jogo. Chamar “burra” a uma deputada já não é crítica, é insulto, e não diz nada sobre o trabalho dela no Parlamento. Havia outras palavras. Não as escolheu.
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E tu, achas que na “Pressão no Ar” vale tudo?