Em resumo: em setembro de 2017, a vila piscatória de Ísafjörður, no noroeste da Islândia, pintou uma passadeira em 3D: vistas de longe, as riscas parecem blocos a flutuar sobre a estrada, e os condutores abrandam. O efeito só funciona de um certo ângulo e durante poucos segundos, por isso não provoca travagens bruscas. Em Portugal, a Maia testou a ideia em 2018.
O que vês nestas imagens não é montagem nem realidade aumentada. É tinta no alcatrão, pintada com sombras calculadas para que as riscas da passadeira pareçam barreiras levantadas no meio da rua.
Como surgiu a passadeira 3D de Ísafjörður
A ideia foi de Ralf Trylla, responsável pelo ambiente do município de Ísafjörður, uma localidade com cerca de 4000 habitantes. Segundo a RTP, o problema eram os condutores que passavam dos 30 km/h nas ruas estreitas da vila. Trylla inspirou-se num projeto semelhante em Nova Deli, na Índia, e juntou-se à empresa local de pintura de estradas Vegamálun GÍH. Segundo a My Modern Met, a equipa fez experiências durante várias semanas até acertar na técnica.



O vídeo da passadeira 3D
A própria Vegamálun GÍH, a empresa que pintou a passadeira, publicou este vídeo no YouTube com a passadeira vista de vários ângulos, a pé, de bicicleta e de carro.
Passadeiras 3D em Portugal
A ideia chegou cá pouco depois. Em outubro de 2018, a Câmara da Maia pintou uma passadeira 3D junto ao Colégio Novo da Maia, em Milheirós, e anunciou outra junto à nova Cidade Desportiva. “Vamos testar e, se a eficácia se comprovar no terreno, poderemos eventualmente usar noutros locais do concelho”, disse o presidente da câmara, António Silva Tiago, citado pela Sábado. A avaliação dos resultados estava prevista para cerca de um ano depois.
A segurança nas passadeiras continua a ser um tema sério, como mostra o caso do menino atropelado com a mãe numa passadeira.
Perguntas frequentes
Onde fica a passadeira 3D da Islândia?
Em Ísafjörður, uma vila piscatória no noroeste da Islândia. Foi pintada em setembro de 2017.
As passadeiras 3D são perigosas para os condutores?
A ideia é o contrário: o efeito só se vê de um certo ângulo e durante poucos segundos, o suficiente para o condutor abrandar sem travar a fundo.
Há passadeiras 3D em Portugal?
Sim. A Maia foi pioneira, com um teste iniciado em outubro de 2018.
Vê também: o condutor que adormeceu ao volante, o que aconteceu na A25, os problemas das trotinetes elétricas e o polvo gigante esculpido numa sequoia com motosserra.