Um flash mob a sério é gente que aparece do nada para dançar, cantar ou fazer uma surpresa a alguém. Isto é outra coisa.
Aqui o grupo entra numa loja, espalha-se pelas prateleiras e, quando o empregado percebe o que se passa, já é tarde.
O vídeo do flash mob na loja
As imagens são de câmaras de vigilância e foram partilhadas no YouTube com o título “Flash Mob Robbery”. Não se sabe ao certo onde foram gravadas. O vídeo nunca foi ligado a uma notícia concreta, por isso fica só o que se vê.
O que é um flash rob
Nos Estados Unidos chamaram-lhe “flash rob” ou “flash mob robbery”. A National Retail Federation, a associação dos retalhistas americanos, prefere falar em crimes de vários autores com táticas de flash mob, porque na maior parte dos casos os participantes já se conhecem. Ou seja, de espontâneo tem pouco.
O caso que mais se falou nesse verão foi num 7-Eleven do condado de Montgomery, no Maryland, perto de Washington. Na madrugada de sábado, 13 de agosto de 2011, cerca de três dezenas de pessoas entraram na loja e saíram com doces, bebidas e outros snacks. O único empregado de serviço carregou no botão de pânico e as câmaras gravaram tudo, segundo o Christian Science Monitor. Três dias depois ainda não havia detidos.
Em Filadélfia houve casos parecidos nesse ano, e o assunto chegou ao próprio presidente da câmara.
Porque é que isto preocupa as lojas
Um assaltante sozinho é um problema para a polícia. Trinta ao mesmo tempo são um problema para quem está ao balcão, que não pode fazer nada sem se pôr em risco. As câmaras ajudam a identificar depois, como no caso do dono do Porsche apanhado pela câmara de segurança, mas não evitam o prejuízo.
A minha opinião? Chamar flash mob a isto é uma ofensa a quem organiza flash mobs a sério. É roubo, combinado e em grupo. Só isso.
Vê também: a loja da Apple assaltada por um túnel na casa de banho e o assalto relâmpago a um restaurante em Braga.